MATÉRIA NOVA!!
Na Caros Amigos desse mês de agosto, publiquei uma matéria chamada As Novas Vozes do Brasil, sobre algumas cantoras que tem se destacado na música brasileira. Deem um pulinho na Banca!Às vezes a vida parece estranha. Algumas coisas insistem em não dar certo, as oportunidades escapam das mãos ou nem chegam à elas. Daí nos deparamos com dificuldades, dificuldades em agir, dificuldades ao pensar…situações acabam tomando proporções maiores do que deveriam e tudo parece travado.
No meio do furacão. É essa sensação que atropela o peito e permeia os dias que não parecem passar. Tudo incomoda, nada é justo e novamente as coisas negativas imperam.
Maldita mania de supervalorizar o que não vale a pena, de levar para casa problemas que deveriam ficar na rua.
Mas fé que o tempo passa, as coisas andam, a vida segue. A maturidade vem, e com ela as certezas que eram disfarçadas em baixo do tapete. Tudo muda, os planos também.
Os processos se misturam, viram o novo e tudo volta a fluir.
“Escrever é um caso de devir, sempre inacabado, sempre em via de fazer-se e que extravassa qualquer matéria vivível ou vivida. É um processo, ou seja, uma passagem de vida que atravessa o vivível e o vivido. A escrita é inseparável do devir: ao escrever, estamos num devir-mulher, num devir-animal ou vegetal, num devir-molécula, até num devir-imperceptível…O devir não vai no sentido inverso, e não entramos num devir-Homem, uma vez que o homem se apresenta como uma forma de expressão dominante que pretende impor-se a toda matéria, ao passo que mulher, animal ou molécula têm sempre um componente de fuga que se furta à sua própria formaização”
Deleuze, G. “A Literatura e a Vida”, in Crítica e Clínica, página 11.
Eu fui pros lado de lá, dormi até tarde, renovei as energias e fiz ponte aérea pro São Paulo Fashion Week.
Nesse meio tempo 2010 começou negro, de luto, marcado por tragédias naturais.
Angra dos Reis, Ilha Grande, a queridíssima São Luiz do Paraitinga (força Jô!), o sul, São Paulo. Lugares que vão ficar marcados para sempre pela força da água e o ela é capaz de provocar.
O Haiti, país mais pobre do ocidente, cheio de dificuldades e agora precisando se reconstruir. Mais de 100 mil mortos, famílias dilaceradas, casa nenhuma de pé, economia no buraco. O mundo todo olhando para a catástofre, mas essa ajuda humanitária vai durar até quando? Será mais uma vez assistencialista ou vai investir no desenvolvimento do país?
O ano de 2010 será de desafios e muita reflexão. A natureza está dando os seus sinais, e o homen está se fazendo de desentendido. Agora é preservar de fato ou seguir para extinção. A ganância precia dar lugar para o respeito ao próximo e ao mundo.
Quanto a mim, sigo sempre em busca de força, e até às 22:00 de hoje, cobrindo a semana de moda aqui da Bienal.
Fui viajar, pra ver o sol morrendo no mar.
Eu fui pras bandas de lá, fui viajar, e desliguei meu celular!
O verão começa no próximo dia 21, e os dias da estação mais esperada pelos brasileiros trazem um risco para toda a população: a dengue.
Transmitido pela picada do mosquito Aedes Aegypti, o vírus da dengue é mais comum em países de clima tropical, como o Brasil, e tem maior incidência no verão, pois o aumento da temperatura e da umidade favorecem sua proliferação.
“O aquecimento global afeta o ritmo das chuvas, tornando ainda mais complexo o combate à doença. Como não existe um tratamento, nem uma vacina específica contra a dengue, a única forma de evitar a contaminação é não deixar os mosquitos se reproduzirem”, diz Irma Neves Ferreira, assistente técnica de saúde da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen).
No estado de São Paulo, a região mais afetada é a Centro-Oeste, que abriga cidades como São José do Rio Preto, Araçatuba e Ribeirão Preto, justamente pelas condições climáticas.
Casos de epidemias de dengue ocorreram durante todo o século XX, e na década de 1950 a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a considerar a doença como um problema de saúde pública. Desde então, uma batalha contra os focos criadores dos mosquitos é travada.
“Pesquisas revelam que os mosquitos estão nas nossas casas, escolas, empresas; isso mostra que além da ação do poder público, é essencial que a população participe das campanhas e, principalmente, não deixe água se acumular em qualquer tipo de recipiente”, alerta Irma.
A técnica ainda chama a atenção para o fato de que não existe um grupo mais propenso a pegar dengue, qualquer pessoa pode ser picada pelo Aedes Aegypti e contrair o vírus. Mas os moradores das periferias estão mais vulneráveis, pois sofrem com a falta de infraestrutura urbana, como saneamento básico, recolhimento regular de lixo e abastecimento de água, “um dos agravantes da dengue é que a doença conta com esse componente social”.
A última epidemia no estado de São Paulo foi em 2007, quando foram registrados mais de 90 mil casos de dengue. Para que situações como essa não se repitam, a Secretaria de Saúde do Estado, junto da Sucen, desenvolvem ações para alertar as pessoas do combate à dengue.
Neste ano de 2009, além das campanhas publicitárias e blitzes educativas, com distribuição de folhetos, adesivos e botons, serão instalados 12 “mosquitões” (com sete metros de altura) com os dizeres “Cuidado: a dengue pode estar perto de você”, em cidades que registram o índice Breateau superior a 1. Tal índice expressa a relação entre recipientes positivos para as larvas do mosquito, a cada 100 imóveis pesquisados.
“Se o índice for de cinco quer dizer que a cada 100 imóveis, cinco estão positivos para Aedes Aegypti. Isso é um número muito alto, tendo em vista que, dependendo da região, uma casa contaminada é suficiente para contaminar toda a vizinhança”, explica Irma Neves Ferreira.
Os sintomas da dengue (febre alta, dor de cabeça, dor nos olhos e nas costas) são parecidos com os de uma gripe comum, ou mesmo de uma virose. Por isso, ficar atento aos casos que ocorrem na região em que mora e trabalha é importante. Essa informação ajudará o médico na hora de identificar o diagnóstico.
“A dengue só existe porque existem mosquitos circulando e pessoas suscetíveis”, declara Irma Neves Ferreira.
Manter sua casa longe da dengue é a forma de contribuir para um verão ainda melhor.
* Matéria publicada no www.redetv.com.br
Difícil acreditar que 2009 está acabando. Aliás, isso acontece comigo todo final de ano, é incrível como o tempo hoje em dia passa tão rápido.
Esse ano foi muito marcante, sabe aquela sensação de não ficar no ponto morto nem um minuto? Acontecimentos marcantes e decisões difíceis foram recorrentes durante os 12 meses.
Depois de três ou quatro anos descobrindo coisas, 2009 foi a vez de repensar algumas delas. Amores, planos, valores, expectativas; tudo foi colocado em xeque e o que era forte ficou.
Me permiti a ser mais emotiva, a chorar pelas coisas, e gostei disso. Me encorajei a fazer mudanças, e muitas delas foram positivas. Busquei minha independência, e consegui. Tudo com muito trabalho e, às vezes, alguns tropeços, mas quem disse que conquistas são fáceis?
Sigo para 2010 fortalecida, esperando dias mais tranquilos, com uma grande lição: nada é definitivo, e isso me estimula muito.
Depois de uma semana de difíceis decisões, clima tenso e muito choro no colo do namorado, nada melhor do que um fim de semana bucólico na casa da mãe no interior.
Nada mais normal do que curtir a depressão em um lugar assim. Mas como tudo que acontece na minha vida é meio estranho, essa minha deprê só foi se curar depois de uma sessão dupla de Hitchcok!
Por incrível que pareça nunca tinha assistido Psicose do começo ao fim, ai proveitei que o Telecine Cult passou a versão original e o remake, no sábado a noite, para quitar essa minha dívida cinematográfica.
Acredito que seja reduntante falar o quanto Hitchcok é moderno, célebre na construção das cenas. Mesmo o remake de Gus Van Sant é bom, afinal, como ele fez uma cópia fiel ao original não tinha como errar.
O que eu queria comentar, na verdade, é uma coisa que o Luiz Carlos Merten disse para mim em uma entrevista (chat) que fiz com ele uns meses atrás. Uma das perguntas era sobre o Lua Nova, dai fomos para os filmes de terror atuais. Ele disse que não era muito fã desse gênero, já que o terror depois que a televisão passou a ser colorida tornou-se escrachado.
Por que? Por causa da cor do sangue. Com a TV em cores o sangue ganhou vida e manchou as cenas de vermelho, tirando o foco do implícito, do suspense, e o direcionando para os massacres sanguinários que assistimos por aí.
Hitchcok é Hitchcok e não precisa falar mais nada. Mas vamos combinar que a cena do chuveiro ganha um “q” a mais com aquele sangue vermelho escorrendo pelo ralo….
“Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração! Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente! Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE! Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: – E daí? EU ADORO VOAR!”
Clarice Lispector


